sexta-feira, 28 de novembro de 2008

PÓS-NAMORADOS: AS JORNALISTAS - PARTE II


PÓS NAMORADOS: AS JORNALISTAS - PARTE III

EXTRA!EXTRA!EXTRA! Esse é o grito, mas conhecido de um país, quando o assunto é noticia importante de um jornal, as chamadas portas de entrada, através dos moleques anunciam a noticia principal de um fato ocorrido de um jornal. A grande noticia que eu quero citar nesta cidade é o aniversario de uma jornalista que fora encontrada descapitalizada pelo sistema de pagamento estadual.
Pois bem, novamente estamos numa mesa de bar da mulher de verdade, e com ela os boêmios, jornalistas e conhecidos da jornalista aniversariante. Breja vem! Breja vai! Acompanhada de boa musica, exagerando na madrugada afora (era a intenção), conversando sobre as mais diversas rodinhas de mesa de bar, mas... Para quebrar a boa relação que houvera naquela situação alguém de outra mesa pede a tal de calipso, seguido de avião, helicóptero, jato etc. uma tendência desentoada da musica forrozada.
Desentoar? Quem disse? Quando? O que? Como? A retórica de uma boa jornalista, alias três jornalista é sempre tirar de letra, qualquer situação malfadada, deixando o papo rústico incompleto de letrinha cheia de irreverência machista. Veja bem, o papo refinado estar ligado dentro de uma cultura controvérsia ou a favor da boa noticia que interliga outros assuntos como religião, economia, política e tendo espaço para um paquerazinha.
Ação da imprensa é dinâmica, alternativa e sóbria, cuja língua que exerce sobre os leitores desencadeia numa revolução ou em novos caminhos da ciência, no caso de São Luis a sua rebeldia genuína, que hoje é utilizada de forma destorcida e comprada.
Após tantos discursos, inflamações poéticas e dizeres alcoólicos é chegada à hora santa do “São Chico Buarque de Holanda”, cantor, compositor, conquistador das mulheres intelectuais e prontas a darem seu suor a ele. Pois bem, esqueçamos esta parte do nosso “santo homem” vivo que canta assim... ”Vai passar essa canção popular”. Minha hora também estava chegando, não só a minha, mas também dos outros da mesa. E elas (jornalista) que estavam avaliando cada um dos homens que estavam conversando sobre variados assuntos, para então assim, tomarem coragem de espírito e deixar passar alguns de nós em suas bocas e línguas, após tanta conversa.
Meus amigos e minha amigas, a jornalista que qual gostou da minha conversa é bem retraída e observadora ao som de regae da maranhensidade nós dançamos e beijamos de verdade, tudo por uma brincadeira do quase, fingir que vai beijar e não beija, fingir que vai beijar na boca, na hora H beija a bochecha e ai fingimento vai, fingimento vem ai então!... Beijo na boca e bem lascivo.
Não sei se a noticia que publiquei no meu jornal da cronicidade valeu a pena, meus caros leitores sei de uma coisa que minha vida pós-namoradora foi bem gostosa nesse dia. Que aniversario magnífico e bem comemorado, viva a aniversariante, viva as jornalistas, viva a vida, viva Roberto Benini e viva a todos da boa escrita, encerro esta parte assim... Oh! Meu São Gonçalo, vida e ternura.


Alberto Batista

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

CAMA FRIA


Não há ninguém, que possa dizer.
Que homem nunca fora frio,
Com uma mulher na cama,
Sendo sumariamente gelado na hora “H”.

Sem aquecimento escárnio
Sem beijo lascivo,
Com sabor de pimenta sem mordida

O som dos gametas não encanta Apenas entoa uma conferencia carnal... Anal.
Não resta sombra de duvida, é sexo sem amor.
Este é o prognostico dos pólos da globalização.

O grande arrependimento do homem
E a recaída logo em seguida,
Arrebatando sem piedade e nem dó
Ou qualquer coisa igual ao um sentimento
Que possa deixá-lo comovido pelo ato que fez.

O mundo modista inventa...
Hoje, a crueldade, o fatalismo.Eis a modernidade.
Dentro da crença ao desamor acelerado, D
eterminando a permanência do capitalis-sexus-prazeres.

Alberto Batista

NÓS PODEMOS?

O que nos faz pensar em eleger um Presidente afrodescendente no Brasil? Talvez pela febre Obama no mundo afora motivando a quebrar um tabu no nosso país, esse mal que aflige os afrodiasporanos, pois é, afrodiasporanos... Aqueles cujo vieram forçados à América do Norte,Central e América Latina, inclusive para o Brasil, não por vontade própria, na qual seria afros descendentes,Os descendentes de africanos que deixaram suas heranças culturais sem serem oprimidos ou chicoteados pelo capitao do mato, dos senhorzinhos e sim, querendo deixar algo ao longo da história da humanidade, nao essa essa falsa afrodescendencia que por vez é uma indescencia racialista na qual vendiam os africanos como mercadoria barata. A realidade dos negros no Brasil é visivelmente silenciosa. Talvez aqui, talvez ali, uma zuada para estremecer a base do governo e da sociedade em escutar seus protestos. Ao contrário dos direitos civis nos anos 60, dentro dos EUA, os negros subiram de classe e atingiram um patamar na classe média americana, com aprovação da elite branca, transportando poderes aos afro-americanos. Em relação ao Brasil, a história somente lembra os afros brasileiros como subalternos, escravos de uma classe pobre a excluída, por exemplo, entre dez brasileiros presos oito são negros, entre mulheres espancadas pelos maridos sete são negras, entre a juventude transviada nas ruas em sua maioria são jovens negros (as), entre o trabalho doméstico também em sua maioria são negras, e aí vem a pergunta que não quer calar: Nós podemos? Ainda existe a relação entre outras raças. Bem, no Brasil não existe uma raça, mas sim, uma miscigenação delas... Tudo balelá! Claro que existe! O que nos falta é assumir a qual raça pertecemos e qual queremos ser, dentro de uma estética hedonista. O paradoxo disso tudo é dizer lá fora nos estados unidos que é branco, com pigmentação escura. Sendo que a raça branca não tem derivação, só o “negão” tem derivações de cor: moreno, mulato, pardo. Para a classe de cientistas só existe uma raça... A humana... Uma verdadeira utopia conceitual. Podemos dizer que a eleição de Obama foi um efeito do “lulismo” no mundo, que culminou na eleição de Evo Morales na América Latina e a eleição da esquerda na Europa. Enfim, o “lulismo” na sua origem, pertence ao nordeste. Porque no nordeste brasileiro, existe a maioria dos excluídos do país, eles que migram para o sul, eles que são a maioria de negros (as), onde passam por miserabilidade e que precisa de ajuda da sociedade, a seca do nordeste, a desnutrição, enfim. A própria bolsa família. “Obama é bonito, jovem e ainda está bronzeado” Belusconni. São esses alguns termos pejorativos que ele vai ter que enfrentar nesse mandato de Presidente dos Estados Unidos, mundo afora. No Brasil, esses termos não existem, apenas uns apelidos aos “neguinhos” tipo “picolé de asfalto”, “macaquinho”, “caroço de ata”. Dentro de uma normalidade característica de um país miscigenado que, não existe discriminação ou preconceito exagerado, isso é coisa de preto, que briga por tudo. Mas esses pretos que brigam pelos seus direitos civis, são apenas minorias na sociedade que, enxerga sua diáspora africana. Será que nós podemos? Nossa luta é, a aceitação da nossa raça, talvez nossa estratégia para alcançar o poder, passe pela multiculturalizaçao, através de nossas danças, nosso canto afro, nossa cultura popular com o propósito de um novo século para um Brasil melhor, e deixar de lado a comemoração alheia, conseguindo romper a escravidão suave que nos atingi de forma perversa e desumana, no ontem e no hoje. Entender a diferença pode ser uma solução revolucionaria que, passa pela revolução da educação no Brasil, pois ainda estamos hibernando de quanto tempo vai durar essa ditadura albificada, dentro de um reservatório racista. A única coisa que brasileiro deve fazer é, definir como brasileiros e não imitar os outros de fora, já somos alegres e contagiantes. No dia em que a classe dominante empoderar os afrodiasporanos, respeitando suas diferenças para então assim, aproximar das raças em igualdade nesse mundo globalizado e dizer assim... Nós também podemos.

ALBERTO BATISTA